Fuzileiros navais - ADSUMUS

Comandos Anfíbios (COMANF) 

 

Os Comandos Anfíbios (COMANF) são uma força de elite do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil.Ele s congregam os fuzileiros navais especificamente preparados para realização de operações especiais. Trata-se do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, conhecido como Batalhão Tonelero, cujos membros são ainda mais exigidos nos termos de recrutamento, instrução e adestramento.

 

 

 

 

Batalhão Tonelero

O Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, conhecido como Batalhão Tonelero, foi criado em 1971, baseado no Rio de Janeiro, e tem a finalidade principal de, por meio da execução de operações especiais, contribuir para o preparo e a execução do poder naval, efetuando ações de reconhecimento e de comandos. Sob sua responsabilidade, está a função de ministrar cursos e estágios voltados ao seu efetivo. A unidade é estruturada em Companhia de Comando e Serviços, Companhia de Reconhecimento Terrestre, Companhia de Reconhecimento Anfíbio, duas Companhias de Ações de Comandos e o Grupo Especial de Retomada e Resgate (GERR), que tem como missão resgatar militares ou autoridades civis mantidos em confinamento ilegal, busca e resgate de pilotos abatidos em zona de combate, e retomada de instalações de interesse da Marinha, trabalhando em conjunto com os Mergulhadores de Combate (GRUMEC), que se encarregam das ações em ambiente aquático, enquanto o Tonelero atua predominantemente em ações terrestres.

 

 

Formação operacional

Para Oficiais, Sargentos e Cabos aprovados no curso de habilitação para promoção a Sargento, é ministrado o Curso Especial de Comandos Anfíbios (CESCOMANF), com duração de 22 semanas, que abrange as disciplinas de técnicas de infiltração; patrulha; explosivos; socorrismo avançado; combate em áreas urbanas; combate corpo-a-corpo; montanhismo; técnicas de sobrevivência no mar e em terra; dentre outras, além de capacitação e adestramento para operar em regiões ribeirinhas e no Pantanal, em montanha e clima frio, em regiões semi-áridas, selva e área urbana. Depois de formados, esses combatentes recebem um brevê representado por uma caveira atravessada por um raio, símbolo que os destaca entre os demais fuzileiros navais.

Para Cabos não estabilizados e Soldados é ministrado o Estágio de Qualificação Técnico Especial de Operações Especiais, com duração de seis semanas, chamado de "Comanfinho". Esse estágio visa a padronização das Ações de Comandos Anfíbios e Operações Especiais, formando os auxiliares dos COMANF, que são adestrados de maneira muito parecida.

Depois de formados, eles farão parte das Companhias Operativas (1º Cia Recon / 2º Cia de Ação de Comandos / GERR), e terão a oportunidade de se aprimorar tecnicamente por meio de outros estágios e cursos, como: Estágio Básico de Paraquedista Militar; Curso de Auxiliar de Precursor Paraquedista; Curso de Auxiliar de DOMPSA; Curso Expedito de Salto Livre; Curso Expedito de Mergulho Autônomo e Estágio Básico de Combatente de Montanha.

As ações de comando visam destruir ou danificar objetivos relevantes, retomar instalações, capturar ou resgatar pessoal,obter dados, despistar e produzir efeitos psicológicos. O Curso Especial de Comandos Anfíbios, com duração de dez semanas, possui as seguintes disciplinas: técnicas de infiltração; patrulha; explosivos; socorrismo avançado; combate em áreas urbanas; luta corpo-a-corpo; montanhismo; e técnicas de sobrevivência no mar e em terra. Seus membros devem ainda estar habilitados a operar em regiões ribeirinhas e no Pantanal, em montanha e clima frio, em regiões semi-áridas e selva, e para tanto passam por outro exaustivo treinamento com duração de doze semanas. Ainda no âmbito do Batalhão Tonelero foi criado o Grupo Especial de Retomada e Resgate(GERR) adequado ao cumprimento de tarefas específicas como a retomada de instalações de interesse da MB, resgate de reféns ou pilotos abatidos em zona de combate, e luta anti-terrorista.

 

Entre outras habilidades treinam a abordagem de edificações, manuseio de artefatos químicos, tiro de precisão, tiro com besta, técnicas de silenciamento, memorização e negociação. Para poder desempenhar bem suas funções, seus efetivos devem contar com o que há de melhor em armas e equipamentos. Fazem parte do inventário da unidade, submetralhadoras silenciadas H&K MP5 SD3, calibre 9 mm, fuzis para tiros de de precisão Parker-Hale, calibre 7,62 mm, fuzis Colt Commando M16A2, de 5,56 mm e equipamento de visão noturna, entre outros. Os uniformes utilizados são os mesmos que vigoram nas demais unidades do Corpo de Fuzileiros Navais, totalmente camuflado, usado em combate, exercícios e diariamente nos quartéis. O distintivo, de metal dourado, traz uma caveira que significa morte e destruição ao inimigo, a âncora simbolizando a Marinha do Brasil, um raio referência à rapidez e violência das ações e um par de asas que traduzem a capacidade aeroterrestre.